segunda-feira, 14 de março de 2011

MEC CRIA O EXAME PARA PROFESSOR

MEC regulamenta prova nacional de concurso para professoresO Ministério da Educação teve de mudar o primeiro formato da Prova Nacional de Concurso para o Ingresso na Carreira Docente.
O Ministério da Educação teve de mudar o primeiro formato da Prova Nacional de Concurso para o Ingresso na Carreira Docente. Atendendo pedidos de pesquisadores e entidades ligadas aos professores, ela ganhou novo nome e função também. A preocupação dos especialistas era que a prova fosse utilizada para avaliação de rendimento do professor e elaboração de rankings. Agora, ela será limitada a selecionar candidatos à carreira. A portaria que regulamenta a prova foi publicada nesta quinta-feira no Diário Oficial da União.
Para as entidades, essa já é uma função importante e que trará ganhos à profissão. “Uma prova nacional pode abrir caminho para termos uma profissão com parâmetros nacionais, além do piso salarial e as diretrizes nacionais de carreira. Ela é importante também porque começa a democratizar o ingresso à carreira em diferentes municípios e Estados”, afirma Roberto Franklin de Leão, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

Em maio do ano passado, quando as primeiras propostas vieram à tona, ela era chamada de Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente. Foi apelidada de Enem do magistério e seguia os moldes da avaliação do ensino médio. Apesar de a primeira função do exame, desde sua proposta inicial, ser a de ajudar Estados e municípios a fazer uma seleção de profissionais de qualidade, outras possibilidades foram estabelecidas e permanecerão.

O documento inicial, colocado em consulta pública à época, dizia que os resultados poderiam servir como auto-avaliação e diagnóstico da formação dos docentes para orientar gestores a definir políticas públicas para a área. Apesar de a ideia estar mantida, as entidades garantem que o modelo não é o mesmo. A primeira edição do concurso nacional só ocorrerá em 2012.

Participação social

Representantes de entidades de pesquisa ligadas à educação, como a Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Educação (Anped), e de associações como a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e a CNTE foram convidadas pela nova presidenta do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela prova, para participar das discussões do modelo da avaliação. Eles farão parte de um comitê que dará consultoria ao Inep na elaboração da prova.

Esse comitê já recebeu a primeira proposta de matriz de competências – que define como o banco de itens da nova prova será elaborado – para analisar. O mesmo documento ficará em consulta pública no site do Inep para receber contribuições da sociedade até março, quando a matriz deve ser definida. Leão lembra que a matriz poderá ser modificada anualmente, o que permite que os cursos de graduação não fiquem presos à proposta de avaliação do concurso nacional.

Os Estados e municípios que não quiserem utilizar a prova nacional poderão solicitar, por exemplo, apenas itens ao Inep para montar a própria seleção. “Poderemos contribuir para a qualificação dos concursos, mesmo que as prefeituras não queiram aderir à prova nacional. Faz parte do papel do MEC induzir essa qualidade”, destaca o ministro.

Dalila Andrade Oliveira, presidente da Anped, espera que o MEC exija dos municípios que utilizarem a prova contrapartidas, como exigências de boa carreira. “Já que o ministério vai resolver o problema deles na elaboração de concursos, ele pode exigir, por exemplo, o cumprimento de pagamento de piso salarial, por exemplo”, comenta.

Para Carlos Sanches, presidente da Undime, o concurso nacional será de extrema importância para os municípios. “Vai facilitar muito o processo de contratação de professores. A maioria absoluta dos municípios de pequeno e médio porte tem dificuldades orçamentárias e estruturais para realizar concursos”, ressalta. Sanches acredita que o nível dos contratados dará um salto de qualidade com a prova.

O presidente da Undime ressalta que, com a prova, pagamento do piso e a oferta de um plano de carreira atraente, não haverá territórios para seleção de professores. “Esse tipo de medida demora a impactar na decisão do jovem de optar pela carreira do magistério, mas é um facilitador e logo poderá chegar lá”, acredita.


Autor/Fonte: cnte
Matéria publicada em: 04/03/11, 08:47
Carta aos piauienses sobre a greve na educaçãoA carta destinada à sociedade piauiense explica os motivos que levaram os trabalhadores a entrarem em greve.
SINTE-PI - Sindicato dos trabalhadores em Educação Básica Pública do Piauí
Caros Piauienses,

Os Trabalhadores em Educação estão em greve por tempo indeterminado exigindo uma escola pública de qualidade.

A sociedade paga impostos e, além disso, a Constituição Federal garante educação para todos. Mas, é lamentável a postura dos governantes que quando chegam ao poder esquecem todo discurso das eleições e acabam desviando para outros fins os recursos assegurados para educação.

Quem tem um filho na escola pública conhece de fato o drama dos educadores que convivem diariamente com a falta de estrutura física, falta de equipamentos, com o arrocho salarial e com o pouco investimento na qualificação profissional. Então, diante desse quadro como não exigir do governo investimento para educação?

Você que está lendo agora esse manifesto com certeza conhece alguém da escola pública. Será que esta escola pública tem condições mínimas de funcionamento? Será que os nossos profissionais têm algum estímulo para trabalhar? Qual é o incentivo que os nossos alunos têm para irem a escola? São essas indagações que o governo nos responde com demagogia, dizendo apenas “que tudo está sendo resolvido” e nada é resolvido

É por isso piauienses, que estamos nas ruas, protestando e convidando você a defender também essa causa que é de todos nós. Temos consciência do quanto é difícil fazermos uma greve na educação. É por respeito a sociedade, principalmente, aqueles que dependem do ensino público e desejam ver seus filhos conquistarem um futuro pautado numa educação de qualidade que estamos unidos pelo propósito de melhorarmos as condições de trabalho para que o resultado seja positivo na qualidade de ensino.

Convidamos a população a participar das nossas assembléias gerais e manifestações. Apoie a nossa luta,  pois a educação de qualidade é um direito de todos.

SINTE-PI Junto com você fazendo acontecer



Autor/Fonte: kassyus klay
Matéria publicada em: 23/02/11, 04:58

Sinte Inicia Varias turma de Pós Graduação veja aqui você pretende fazer.

SINTE-PI inova abrindo turma de pós-graduação em Docência do Ensino SuperiorAconteceu neste domingo a primeira aula do curso de Pós-graduação em Docência do Ensino Superior do SIESC.

Aconteceu neste domingo, 13 de março, na sede do SINTE-PI, a primeira aula do curso de Pós-graduação em Docência do Ensino Superior do SIESC. No primeiro encontro do curso, foi ministrada a  disciplina Metodologia do Ensino Superior, pela professora mestra Socorro Batista.
No dia 10 de abril acontecerá a segunda aula do curso, com a disciplina Fundamentos da Educação, que será lecionada pelo professor mestre Jair.
Os encontros acontecerão no segundo domingo de cada mês.  O curso terá a duração de 15 meses.
Curso de Pós-graduação em Metodologia do Ensino da Matemática e Matemática Financeira
No próximo domingo, dia 20 de março, acontecerá a aula inaugural do curso de Pós-Graduação em Metodologia do Ensino da Matemática e Matemática Financeira. A mesma acontecerá a partir das 8 horas da manhã, na sede do SINTE-PI, localizada na Rua Barroso, 800 Centro/Norte.



Autor/Fonte: ascom SINTE-PI
Matéria publicada em: 14/03/11, 06:16

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Direção do Sinte reune-se com secretário Átila Lira

25/02/2011, às 16:38:23)

CONTINUAMOS FIRMES NA LUTA POR NOSSOS DIREITOS. EDUCAR TAMBÉM É ENSINAR A SOCIEDADE A LUTAR PELOS SEUS ANSEIOS.

A direção do SINTE-PI esteve reunida na manhã dessa sexta-feira, 25 de fevereiro, com o secretário de educação Átila Lira para cobrar a implantação do novo piso salarial dos professores, reajuste dos técnicos em educação e mais estrutura física para as escolas piauienses.  Na oportunidade ficou acertado que o Governo vai apresentar uma proposta para o piso, que deve ser avaliada pelos trabalhadores em educação na próxima segunda-feira, dia 28 de fevereiro, às 9 horas, no Pátio da Assembléia Legislativa. Já o reajuste dos técnicos será discutido só na data base do Plano Geral, que é no mês de maio.
O secretário de Assuntos Educacionais do SINTE-PI, João Correia disse que a posição do Governo em fazer o reajuste dos técnicos para maio não atende as reivindicações do Sindicato que cobra esse aumento para janeiro. “No que se refere á estruturação das escolas o secretário, Átila Lira informou que já estão sendo feitas reformas nos prédios que estavam em situação precária.” Concluiu João.
O SINTE-PI continua na luta, juntamente com a categoria, e aguarda a posição formal do secretário Átila Lira em relação a todas as reivindicações dos servidores em educação para então, em assembléia, definir o posicionamento no que se refere ao movimento grevista. Devido a toda essa indefinição por parte do governo, a greve permanece firme e forte em todo o Estado do Piauí.

AUDIÊNCIA PÙBLICA
Na próxima segunda-feira, dia 28 de fevereiro, às 15 horas, no Plenarinho da Assembléia Legislativa será realizada uma audiência pública para tratar das questões salariais e também das condições de funcionamento das escolas públicas estaduais do Piauí.
Ascom 

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

TV Globo mostra escolas sem teto e a greve dos professores no Piauí

CRISE NA EDUCAÇÃO GANHA REPERCUSSÃO NACIONAL; Matéria no 'Jornal Hoje' expõe situação.

No sábado passado, dia 19, a equipe de reportagem do 180graus saiu pelas escolas da rede pública estadual de ensino em Teresina para constatar uma denúncia feita pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte), que revelava o descaso: existia escolas sem teto e com merenda escolar sendo oferecida no chão do pátio.
A informação se confirmou: Escolas sucateadas, prédios antigos, falta de manutenção, problemas com repasse, etc., são alguns dos problemas que a equpe de reportagem do 180graus encontrou em pouco mais de duas horas andando por escolas da capital. Foi um dos motivos que fez cerca de 30 mil professores da rede pública entrar em greve já há uma semana.
O assunto ganhou repercussão nacional. Nesta segunda-feira (21/02) o programa 'Jornal Hoje', da TV Globo, noticiou reportagem do jornalista Marcos Teixeira, que ilustra um especial da emissora intitulado: "Escolas públicas em vários estados estão abandonadas". Foi um resumão de vários locais onde a situação é de escola abandonada. Além do Piauí, foram mostradas escolas dos estados da Bahia, Goiás e São Paulo.
"As escolas têm cadeiras quebradas e amontoadas, teto sem cobertura, buraco na parede, parquinho abandonado e cheio de mato". Marcos Teixeira mostrou a mesma escola que o Maior Portal do Piauí, que é Unidade Escolar Cícero Portela, no bairro Parque Piauí, zona Sul da capital, sem teto. Da mesma forma encontram-se os alunos da Unidade Escolar Pedro Conde, zona Norte. "Para agravar a situação, os professores da rede pública no Piauí estão em greve por tempo indeterminado", finalizou a reportagem sobre a crise da educação no Piauí.

Imagens das escolas no Piauí mostradas na TV Globo

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Mec deixará de reconhecer cursos de especializações

MEC deixará de reconhecer cursos de especializações


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O Ministério da Educação publicou ontem, no Diário Oficial, as regras de transição para o fim do credenciamento “em caráter especial” de entidades não educacionais que oferecem cursos de especialização, como residências médicas de hospitais e MBAs de fundações como FIA, Fipe e Fipecafi.
Na prática, a medida faz com que o governo deixe de regulamentar o setor de pós-graduações lato sensu.
Alunos que ingressarem até 31 de julho deste ano em cursos que já possuíam a chancela do MEC terão o reconhecimento do ministério em seu diploma – depois disso, o certificado será expedido apenas pela entidade. Os pedidos de novos credenciamentos foram suspensos.
Mesmo as pós-graduações lato sensu oferecidas por instituições de ensino (faculdades e universidades) deixarão de ter aval do ministério. Essas instituições, no entanto, ainda precisam do reconhecimento oficial para funcionar, pois as graduações de nível superior, assim como os programas de mestrado, doutorado e pós-doutorado, continuam sob supervisão do ministério.
O presidente da Câmara de Ensino Superior, órgão deliberativo do Conselho Nacional de Educação (CNE), Paulo Speller, acredita que a medida não trará grande impacto para o setor. “Antes, o MEC tinha de avaliar as condições do local, o currículo. Agora serão cursos livres, ou seja, as entidades poderão continuar a oferecer as especializações, mas sem a necessidade de aprovação”, explicou.
Segundo Speller, os membros do CNE estão atualmente discutindo novos modelos de regulamentação das especializações, como forma de garantir a qualidade dos cursos.
“Quando determinamos o fim do credenciamento especial houve um grande reação, porque as entidades consideravam importante ter esse reconhecimento”, afirmou o presidente da câmara.
O QUE MUDA
Credenciamento especialEntidades não educacionais que ofereciam cursos de especialização precisavam de reconhecimento oficial do MEC.
MudançaNorma de março de 2010 determinou que o MEC deixe de negar ou dar aval a pós lato sensu. Mestrados e doutorados continuam regulamentados.
TransiçãoQuem se matricular até 31 de julho em especializações que eram credenciadas terão o diploma reconhecido pelo MEC.